MENU

9 livros para entender a Segunda Guerra Mundial

postado em

Foram seis anos de uma guerra que envolveu boa parte das nações e dividiu as grandes potências mundiais em duas alianças opostas: os Aliados e o Eixo. Com mais de 100 milhões de militares mobilizados e um contingente de mortos que pode chegar a 70 milhões, a Segunda Guerra Mundial foi o conflito mais letal da história da humanidade – compreendendo tragédias como o Holocausto, o disparo de duas bombas atômicas e um sem número de ataques, invasões e disputas entre figuras políticas que até hoje estão em nosso imaginário.

Um marco em todos os sentidos, a Segunda Grande Guerra, mesmo após mais de 70 anos de seu término, permanece despertando a curiosidade de leitores, acadêmicos e pesquisadores ao redor do globo.

Levando em conta este interesse, a LeYa e a Casa da Palavra periodicamente reforçam seus catálogos com livros que exploram a variedade de temas e abordagens existentes sobre o confronto – de biografias dos grandes líderes políticos a ensaios sobre a relação entre o nazismo e o cinema de Hollywood, passando por um mergulho nos mistérios da Gestapo, polícia política de Hitler, sem deixar de lado a lembrança das vítimas do Holocausto.

Gosta do assunto? Então confira abaixo nossa seleção de títulos sobre a Segunda Guerra Mundial.

1.  A mente de Adolf Hitler, de Walter C. Langer

Uma das novidades da LeYa, “A mente de Adolf Hitler” apresenta aos leitores brasileiros uma biografia psicológica construída a partir de entrevistas com pessoas que conviveram com o líder nazista. Muito já foi escrito sobre a vida do Führer, mas poucos estudiosos se dedicaram a entender tão a fundo seus padrões de comportamento e modos de pensar quanto Langer. Ele analisa as dobras de uma mente onde ideias assombrosas se autoalimentaram por décadas antes de encontrarem ressonância no tecido social alemão, fatos que o levaram, primeiro, ao antagonismo com a civilização e, depois, à derrota militar, seguida do calvário moral pela expiação – ainda em curso atualmente, mais de 70 anos depois do fim da guerra e dos crimes contra a humanidade. O relatório de Langer também antecipa algumas possíveis atitudes de Hitler que vieram a se confirmar, como o seu suicídio – que, nas palavras do autor, seria “o desenlace mais plausível”. “A mente de Adolf Hitler” é um fascinante documento histórico e peça fundamental para a compreensão do século XX.

2. A Segunda Guerra Mundial, de Martin Gilbert

Um dos historiadores mais fundamentais e reconhecidos do mundo, Martin Gilbert produziu um tratado monumental e detalhadíssimo sobre o cotidiano da segunda grande guerra, cobrindo os principais acontecimentos de cada um dos 2.174 dias de duração do conflito. Com as palavras de representantes do nazismo, como Hitler, Goebbels e Himmler, da oposição e dos Aliados, como Stalin, Churchill e Roosevelt, e até de vítimas anônimas das atrocidades, suas páginas reconstroem a história completa em suas múltiplas perspectivas. Entrelaçando todos os aspectos da guerra global – político, diplomático, militar e civil – e ainda com os mapas transitórios de países que se segregaram e unificaram ao longo dos anos de conflito e fotos marcantes dos acontecimentos, o autor traça um panorama único e definitivo sobre a guerra mais estudada da história e que até hoje traz revelações surpreendentes.

3. A Primeira Guerra Mundial, de Martin Gilbert

Este título não poderia ficar de fora, ainda que numa lista de livros dedicados à Segunda Grande Guerra. Afinal, os desdobramentos da Primeira Guerra (1914-1918) tiveram papel determinante na eclosão do conflito seguinte. A proposta de Sir. Martin Gilbert é semelhante à do livro acima: narrar os principais acontecimentos do conflito ao longo de seus 1.590 dias. Uma obra essencial para entender o confronto que mudou o mundo, destruiu impérios, realinhou fronteiras, matou milhões de pessoas e legou à humanidade novas tecnologias de morte – tanques, aviões, submarinos, metralhadoras, artilharia de campo, gases venenosos e armas químicas.

4. Gestapo, de Frank McDonough

A Gestapo foi a polícia secreta de Adolf Hitler. Parte de um todo poderoso sistema no estilo Big Brother dentro do estado totalitário nazista, seu objetivo principal era caçar e exterminar os “inimigos do povo”. Desenvolvido a partir de uma detalhada pesquisa em arquivos nunca tornados públicos, este livro retrata de forma viva e fascinante as histórias perturbadoras de pessoas – ordinárias e extraordinárias – que caíram na rede de intrigas da Gestapo, seja como informantes ou equipe. Revela, também, os métodos eficientes e o sangue-frio dos oficiais que trabalharam para a misteriosa organização.

5. A colaboração: O pacto entre Hollywood e o nazismo, de Ben Urwand

Poucos sabem, mas, para continuar a fazer negócios na Alemanha após a ascensão de Hitler ao poder, os estúdios de Hollywood concordaram em não fazer filmes que atacassem os nazistas ou que condenassem a perseguição aos judeus na Alemanha. O autor Ben Urwand revela esse acordo pela primeira vez: uma “colaboração” que envolveu um elenco de personagens compreendia conhecidos líderes alemães, como Joseph Goebbels, até ícones de Hollywood, como o todo-poderoso Louis B. Mayer, diretor-fundador do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). No centro da história de Urwand está o próprio Hitler, que tinha obsessão por filmes e reconhecia o grande poder desse veículo em moldar a opinião pública. A colaboração levantou a cortina de um episódio da história de Hollywood – e dos Estados Unidos – que até então estava oculto.

6. Para além do diário de Anne Frank, da Casa de Anne Frank

Durante a Segunda Guerra, oito pessoas viveram na clandestinidade, escondidas, tentando simplesmente sobreviver, e conseguiram isso graças a outras cinco que decidiram assumir a perigosa tarefa de ajudá-las. Entre os clandestinos estava Anne Frank, a menina que ficou conhecida no mundo inteiro a partir de seu famoso diário, escrito nesse lugar que ficou conhecido como Esconderijo, durante o período de confinamento. Juntas, durante dois anos intensos, essas pessoas partilharam as dores da reclusão, as angústias, o medo, a escassez de muita coisa, inclusive de comida, até que foram traídos e enviados a campos de concentração. Num movimento de resgate dessa história real e para manter viva a memória de Anne, Para além do diário de Anne Frank conta o dia a dia dessas oito pessoas que enfrentaram o horror da guerra e narra os detalhes da escrita de um dos diários mais conhecidos da história mundial.

7. Os loucos da rua Mazur, de João Pinto Coelho

A ficção também é uma forma de nos ajuda a entender os horrores e a loucura da guerra. Os loucos da rua Mazur, vencedor do Prêmio LeYa de 2017 e semifinalista do Prêmio Oceanos 2018, do celebrado escritor português João Pinto Coelho, leva o leitor a uma pequena cidade polonesa antes, durante e depois da guerra e o contexto de um terrível massacre. É a história de uma terra de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era. Um romance que, com a competência de quem tão bem conhece a história, toca no drama do Holocausto, deixando claro o quanto a humanidade é por vezes incapaz e cega ao não perceber a proximidade da barbárie e do mal.

8. Quando os livros foram à guerra, de Molly Guptill Manning

A Armed Services Editions, editora que se especializou em publicar livros especiais e adequados a soldados em campos de guerra, lançou um total de 1.200 títulos. Os soldados os liam enquanto esperavam para desembarcar na Normandia, nas trincheiras infernais em meio às batalhas no Pacífico, à espera da recuperação de ferimentos em hospitais. Os livros eram amados – e disputados – pelas tropas, e ainda hoje são lembrados com carinho pelos veteranos, além de peça fundamental da vitória de uma guerra que somou mais de quarenta milhões de vítimas. Afinal, a arma mais poderosa de Hitler não foi um avião, uma bomba ou um rolo compressor de tanques, mas sim o livro Mein Kampf. E foi nesse conflito que os títulos da Armed Services Editions tiveram seu papel mais importante: viraram armas vitais na guerra de ideias.

9. Churchill: Uma vida, de Martin Gilbert – volumes 1 e 2

Escrito pelo biógrafo oficial de Churchill, o historiador mundialmente consagrado Martin Gilbert, os dois volumes de Churchill: Uma vida compõem a mais completa biografia já escrita sobre um dos estadistas mais importantes de todos os tempos – um homem de inteligência sublime e personalidade explosiva que esteve no centro de acontecimentos fundamentais do século XX. Elaborado a partir de anos de pesquisa meticulosa e documentação exclusiva, e repleto de material apenas recentemente descoberto, Churchill: Uma vida é o casamento perfeito entre a dureza dos fatos da vida pública e os detalhes íntimos de um homem que exerceu papel preponderante para a divisão do mundo como o conhecemos hoje.