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‘O cético e o rabino’, de Renato Lessa, está chegando às livrarias

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O jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna no jornal O Globo, anunciou a novidade da LeYa para este mês: O cético e o rabino, do professor de filosofia Renato Lessa:

Se pensar é atributo do ser humano, a filosofia serve para ajudar você a pensar melhor: pensar no que importa, no que é relevante e no que é necessário para viver. É assim que lições de vida são trazidas por Renato Lessa no livro O cético e o rabino, no qual ele aborda três questões filosóficas que mexem com o corpo, a mente e as ações de cada um de nós: preguiça, crença e tempo.

São textos sobre maneiras de pensar e formas de viver em que o autor explora sua capacidade de refletir a respeito de temas do cotidiano usando seu vasto repertório na arte, na literatura, na teologia e, claro, na filosofia. Tempo, futuro, presente, crença, descrença, preguiça, repouso, felicidade – ideias, conceitos e experiências que O cético e o rabino nos ensina. Pensamentos teóricos e práticos que deixam claro a importância da filosofia para que cada pessoa possa exercer sua individualidade e viver melhor.

“Ai, que preguiça!”, diz em célebre frase Macunaíma, o personagem-título do genial romance de Mário de Andrade. Difícil imaginar alguém que ao menos uma vez na vida não tenha repetido a máxima do herói sem caráter. E também não são poucos os que associam a preguiça ao atraso. “A preguiça viaja tão devagar que a pobreza logo a atinge”, repetia Benjamin Franklin. Mas como definir a preguiça?

Depois, ao abordar a crença, Lessa evoca Michel de Montaigne, que, em uma de suas inspiradas imagens, definiu o sujeito humano como um “animal que crê”. Sendo a humanidade, segundo ele, a mesma, por toda parte, o que teria feito com que os humanos fossem tão diferentes, segundo tempos e lugares? Uma das suas sugestões é que são as crenças que nos diferenciam e ao mesmo tempo permitem que nos aproximemos uns dos outros.

Já na indagação sobre o tempo, o autor tem numa afirmação do poeta e filósofo Paul Valéry o seu ponto de partida: “O problema do nosso tempo é que o futuro não é mais o que foi”. Ou, agora nas palavras de Santo Agostinho, “o futuro não existe, quem o nega? Mas, apesar disso, sua espera já está no nosso espírito.” O que Lessa constrói na sequência é uma “arqueologia da espera”, uma busca para compreender, dentro de nós, o que nos faz esperar.

Com motivações e referências distintas em cada um dos três ensaios de O cético e o rabino, Renato Lessa explora temas essenciais não só como exercícios filosóficos, mas também para pensar sobre nós mesmos e sobre a nossa existência. E o autor faz isso com originalidade e elegância, numa aula inteligente e profunda sobre nossa forma de viver e de pensar.