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Paulo Rezzutti conta a história do Museu Nacional

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O Museu Nacional, antigo Palácio São Cristóvão, no Rio de Janeiro, destruído por um incêndio na noite do último domingo, 2 de setembro, foi fundamental para a pesquisa dos dois grandes livros do pesquisador Paulo Rezzutti publicados pela LeYa, D. Pedro e D. Leopoldina, ambos como parte da coleção “A História Não Contada”. “Escrevi sobre duas gerações que moravam lá dentro”, afirmou o autor em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.”Se tivesse começado agora, não teria ideia de como foi o prédio. Mesmo hoje fico pensando no meu leitor, que terá essa referência agora só pelos livros. É triste, agora está tudo perdido. O que me dói mesmo é a parte das coleções”, lamenta.

Com um acervo de cerca de 20 milhões de peças, o museu era dedicado principalmente à história natural e à antropologia. “A ciência também é muito ligada à família imperial. Foi D. João VI que criou o museu (então chamado de Museu Real)”, lembrou o historiador. “Quando vinha gente de fora, nobres estrangeiros, a recepção era dada em uma mesa de jantar colocada no antigo gabinete da Imperatriz Leopoldina para mostrar as peças mineralógicas da coleção.”

Rezzutti destacou que foi no Palácio, dentro da Quinta da Boa Vista, no bairro carioca de São Cristóvão, que nasceu o imperador Dom Pedro II e morreu a imperatriz Leopoldina. Mais tarde, com a queda da monarquia, foi lá que se realizou a primeira Assembleia Constituinte da era republicana, em 1891.

No vídeo abaixo, Rezzutti fala sobre o triste incêndio e responde a perguntas dos leitores sobre o Império Brasileiro.